sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Entre uma e outra
As pessoas são loucas. Insanamente loucas. Insuportavelmente loucas. Loucas! Loucas! Loucas! Mas sejamos justos, nós também somos. Somos chatos, egoístas, maníacos loucos pelo nada e por coisa alguma. Todos se sentem ofendidos. Todos querem diferenciar o ser e o não ser. Eles são algo e não são outra coisa. Ser ou não ser é importante para caralho!! Mas ser o que? Ninguém sabe o que é e tem raiva de quem sabe. Malditos humanos. Por que tive que nascer numa raça tão miserável? Uma raça que não se digna a ser escrota e nem opta por ser sábia. É uma incrível merda de meio termo. Nós olhamos e não nos decidimos. Temos raiva de quem se decidiu. Quem optou por odiar era um idiota e quem optou por amar se fudeu. Se nós amamos algo logo surge outra coisa para ser amada. Outro ser putrefato em agonia querendo ser amado. Nós nos rendemos de novo e de novo e de novo. Nos rendemos a tudo e a nada. Por que? Por que não escolhemos? Nós sabemos por que não escolhemos. Por que se escolhermos ganharemos responsabilidades. Quem suporta as responsabilidades? Elas são muitas, muitas, muitas, muitas... Eu me canso de escrever e elas continuam surgindo e me esmagando. Até esse próprio texto que era só um desabafo ameaça me engolir. Como o próprio maleus nefandorum do mundo. O livro que nos ensina a ser maléficos. Um texto pérfido, mas que sempre nos perseguem. Dizem que se você aceito o livro do maleus nafandorum você nunca mais poderá se livrar dele. Se você jogá-lo pela janela ele estará na sua frente. Se você queimá-lo no dia seguinte ele estará inteiro em cima da lareira. Se você fugir ele estará lá. No banco ao seu lado, na sua mochila, na sua mesa... O livro está sempre lá pedindo para ser lido. E se você lê... Você morre. Você passa a ser um monstro, tudo o que há de ruim. Sim... Aquilo está lá. Pronto para inverter seu avatar. Pronto para transformá-lo em tudo o que você odeia. O amor se torna ódio depois das teias do livro. Como vencê-lo? Como escapar de nossa maldição de comedores de infernos? Comemos outros seres vivos. Eles são humanos, os outros seres vivos são humanos, isso nos exaspera! Queríamos que eles não fossem humanos. Queríamos que eles fossem nada. Queríamos que eles fossem coisa alguma. Queríamos que eles fossem agulhas, meros instrumentos. Queríamos que eles servissem para costurar e pronto. FIM. Não podemos costurar com outros seres vivos. Então queremos matá-los. E come-los. Queremos que sejam nossa carne. Nossos braços e escravos. Pó e vento... É isso que a humanidade quer. Ela quer isso de si própria, mas heroicamente ela resiste. Resiste ao seu ímpeto louco e inevitável de auto destruição. Resiste com coragem, bravura e insânia. Insânia, pois quem ataca é ela mesma. Um golpe do corpo contra o próprio corpo. Como um louco que se auto mutila. *Só a violência pode parar a violência. É isso que essa história conta. Dois povos se odiando. Como isso é possível? Digam-me sábios e gênios: Como pode a humanidade se odiar? É normal. Ódio é normal. Todos sabemos disso. Odiamos e nos refestelamos na lama de nossos sentimentos. Porque não há como fugir deles. Caralho, como eu me detesto. Isso não seria tanto problema se eu fosse o único. Mas todos nós nos detestamos. Todos querem matar uns aos outros! PQ!!!!????? Chega! Não agüento mais este ciclo. Não agüento mais essa escrita. O ponto é... Dividimos as tribos. Tem os que nós entendemos e os que nós não entendemos. Vou me expressar melhor. Tem os que nós nos importamos e os que não nos importamos. Quando a humanidade fez isso. Ela passou a odiar todos os seres vivos. Passou a odiar a própria vida. Pois separar em ser e não ser é o fim. Um fim lento e pavoroso, mas definitivamente é um fim.
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vc realmente tem uma tendencia a primeira pessoa do plural, o que é muito foda.
ResponderExcluirah e só pra avisar, o URL nao mente
http://neoeleata.blogspot.com/2010/08/entre-um-lsd-e-outro.html
raureuaraueureauruae
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