domingo, 12 de setembro de 2010

28/08

Caralho! Caralho! Agora sim estou escrevendo aqui nesta sala na frente de Buddah e de um espelho mágico com a árvore da vida e as luzes que ficam mais escuras e mais claras. Estou louco, louco e insano, mas quem não está?

Insanos em seus carros velhos e seu ar respirado. Ar velho e tossido ressequido distorcido perdido inaceitável irrespirável. O cúmulo do ar perdido numa noite desaurida e fudida.

Sons de canos nas paredes e de pessoas nas ruas, de insetos nas árvores e do meu próprio corpo no embrulho da carne. Todos os 4 ressoando sem sentido.
Sentido sem linho perdido no labirinto de um minotauro que nunca morreu. Ele está ali falando respirando. Pedindo seu sangue seu corpo e seu cú. Esteróides perdido numa noite louca.
A própria noite louca. Ela em si louca.
A força da natureza que nos envolve se retorcendo e maldizendo o não existir.
Dê uma mulher água-virtual-lágrima perdida cantada.
Pena que no final era tudo poluição.
Perdida Rejeitada
Cansaço de uma noite perdida.
Construída e descontrolada.
A vida é isso que vem e vai.
Suas mentiras verdades.
Seu belo meio termo.
Sendo seguido................
Sem sentido

Tanto respirar e tanta força.
Caminhos que vem e caminhos que vão.
Nações específicas e genéricas matando seus homens enquanto a maré vem e vai.
E alguém aspirando ao céu.
E vc vê o céu e esquece o céu.
Vem, vai, corre. É o próprio sentido da vida neste não sentido.
Dizer e desdizer com todas as minúcias até o próprio ar das palavras virar pó.
Então já seremos isso, sofrido, corrompido.
A essência o verme-Deus.

Ali no Todo. Burroughs, Ginsberg, Jesus, Buda, Deus, Eu, Vc nada e tudo. Dizendo e desdizendo, se entrelaçando em cada coisa e depois morrendo se for para morrer

E vivendo o ser e não ser a mesma coisa. Não é para ser compreendido o universo e a loucura. É o futuro e é o presente em todas as dimensões.

Por que é que existe a grande revelação se a gente continua na merda?

Enquanto vc quiser saber vc não vai descobrir, pois está no existir.
E vc fica puto, xinga a eternidade e cai e rola
E arranca a sua própria perna
Espalha seu sangue e odeia, mas transa e soca sem nunca compreender nada
Como lesmas de óculos
Somos nós.

Pobres pessoas perdidas.
E que se foda
Mas disseram não.
Lute liberte respire e morra.
Triste e sem sentido numa telepatia universal
e nós aqui sem saber falar e existir

Um comentário:

  1. Triste e sem sentido numa telepatia universal
    e nós aqui sem saber falar e existir

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