sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sol de Concreto

Nasce mais um sol de concreto. Esquentando o asfalto, incomodando mendigos bêbados e trabalhadores cansados. As baratas vão dormir e os motores começam a rugir. Pessoas marcham e reclamam do calor. Dinheiro sujo troca de mãos. Cortam-se unhas penteiam-se cabelos. Comem, cagam e pedem para o sol de concreto ir embora. O sol não se apressa, mas também não para, exceto se for para os judeus matarem os Jebuseus. Gritos, gritos, fumaça,
fumaça. O sol se põe. Gritos fumaça.

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